Publicado: 29/05/2011 por Flicsotera em Poemas
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Querer acordar em outro dia que não hoje,
Querer alargar o eu e quebrar a distância.
Magoa-me sentir que o ontem me foge.
Querer o amanhã será muita ganância?

Sou sepulcro de desejos quebrados.
Sou a espera de ser tua brevemente.
Sou em sonhos nos teus braços.
Sou a que te toca levemente.

Quebra a Rotina, quebra o poema.
Sou pedra mármore cinzelada.
A minha vontade será suprema,
Depois de tantas vezes calada.

Abraço em mim o vendaval,
Abandono as milhentas fragilidades.
Não me esquecerei deste ritual.
Ele fará por mim minhas vontades.

Salvo o meu barco de papel,
Faço de mim mito de força.
Ato teu fio no meu cordel.
Mesmo que isso me leve à forca.

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